Como ficou a sua relação com a escrita depois de ter ganho o Prêmio Oceanos?
Essa foi a pergunta feita por uma pessoa na plateia ao autor Rafael Gallo durante uma mesa no FOLIO (Festival Literário Internacional de Óbidos).
O autor respondeu que a relação mudou e que ele sempre precisa fazer o esforço e o exercício de gerir a própria cobrança e perfeccionismo em seus projetos futuros.
Itamar Vieira Júnior, ganhador dos Prêmios Leya (2018), Jabuti (2020) e Oceanos (2020) é um dos maiores sucessos editoriais do Brasil. Recentemente recebeu uma crítica do seu novo trabalho "Salvar o fogo" e respondeu como uma acusação de racismo.
Aline Bei, ganhadora do Prêmio São Paulo de Literatura com "O peso do pássaro morto" tem legiões de fãs e foi finalista do Jabuti.
Que chance teriam estes autores num mundo tão desatento?
Os prêmios ajudam a quebrar fronteiras, podem gerar um interesse global em um livro que passa a ser traduzido e distribuído em outros países. Os prêmios em dinheiro também ajudam os escritores a poderem viver da escrita enquanto trabalham em novos projetos.
Enxergo os prêmios como uma iniciativa de incentivo a produção literária e por isso muito válidos para autores, leitores e mercado.
Para quem tiver um tempo a mais, vale a leitura desta coluna:
Prêmios literários são consequência, não causa
https://www.publishnews.com.br/materias/2023/11/20/premios-literarios-sao-consequencia-nao-causa
Referências:
Prêmio Jabuti: https://www.premiojabuti.com.br/
Ana Carolina Santin Guerra
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